Modelos de devolutiva

Mapeamento 360° · Glowy Life Academy · Modelos para aprovação · 06 de setembro de 2026

Tudo o que um ângulo tem,
no capítulo daquele ângulo.

Dez capítulos, um por ângulo, na ordem em que a sessão acontece. Cada um traz o que o ângulo mede, o que ele não autoriza concluir, o resultado do caso fictício, a figura, como ler a figura, as faixas que dizem o que cada resultado permite afirmar, o texto que vai para a pessoa, o roteiro do facilitador e os cruzamentos que aquele ângulo dispara. Nenhum dado aqui pertence a alguém real.

10capítulos, um por ângulo, nada folheado para trás
10ângulos com figura própria, nenhum sem nada
48faixas de leitura, com âncora de confirmação
231itens, sem depender de licença de ninguém

Os dez ângulos, um capítulo cadaCada capítulo abaixo é autossuficiente: o que o ângulo mede, o que ele não autoriza concluir, o resultado, a figura, como ler a figura, as faixas que dizem o que cada resultado permite afirmar, o texto que vai para a pessoa, o roteiro do facilitador e os cruzamentos que aquele ângulo dispara. Na ordem em que a sessão acontece, e não na ordem dos números.

Por que a ordem é esta. A sessão começa pelo contexto e termina pelo sentido. Proteção nunca entra antes do movimento 7, e nada acima do contexto é lido como traço sem passar pelo Ângulo 8 primeiro. O índice abaixo segue a ordem da sessão.
08

Movimento 1 da sessão · Camada 7 · 7 itens

Ângulo 8 · Onde eu estou

Natureza do dado: contexto e restrição

O que este ângulo mede

Mede quanto da atenção da pessoa foi ocupada por restrição material nas últimas quatro semanas, em contagem de dias, e não em intensidade sentida. São três perguntas de janela fixa, três perguntas de rede disponível (a quem ela recorreria por escuta, por ajuda prática e por dinheiro) e um indicador de recurso doméstico.

É o único ângulo que calibra todos os outros. Sem ele, o instrumento lê circunstância como caráter, que é o erro mais caro que um mapeamento pode cometer. Por isso ele abre a sessão, e não fecha.

A janela de 28 dias é deliberada: curta o bastante para a pessoa lembrar dia a dia, longa o bastante para não depender de uma semana atípica.

O que ele não autoriza concluir

  • Não diz que a pessoa está estressada. Estresse é conclusão clínica e não está no que foi perguntado.
  • Não estima classe social, renda nem escolaridade. Nenhuma dessas foi perguntada e nenhuma se deduz de contagem de dias.
  • Não é traço. A janela é de 28 dias. Reaplicado em três meses, o resultado pode ser outro, e isso é funcionamento correto, não instabilidade do instrumento.
  • Não prevê desempenho, produtividade nem risco. O instrumento não foi construído para predição e não tem base normativa brasileira.
  • Rede vazia não é isolamento afetivo. A pergunta é sobre disponibilidade concreta em três situações nomeadas, e a de dinheiro costuma ficar sem resposta em quem tem rede afetiva farta.

O resultado de Renatacaso fictício

dinheiro na cabeça21 de 28 diasdeixou de fazer21 de 28 diasdecisão de curto prazo14 de 28 diasrede de apoio2 de 3autoavaliação dela4 de 10
Dinheiro ocupou a cabeça21 de 28 dias75%Deixou de fazer algo pelo custo21 de 28 dias75%Decidiu só no curto prazo14 de 28 dias50%
Como ler esta figuraCada ponto é um dia, não uma intensidade. A leitura é de contagem: vinte e um pontos acesos significam vinte e um dias, e nada além disso. As três perguntas ficam em linhas separadas de propósito, porque preocupar-se, abrir mão e encurtar o horizonte de decisão são fenômenos diferentes e podem não andar juntos. Quando a terceira linha fica bem abaixo das duas primeiras, como aqui, a leitura é que a pressão ocupou a cabeça mas ainda não capturou as decisões.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

Dias na janelaO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Baixa0 a 6 diasRestrição presente mas episódica. Os demais ângulos podem ser lidos sem correção de contexto.Se a pessoa relatar aperto grave e marcar poucos dias, checar se ela entendeu a régua de dias, e não de intensidade.
Intermitente7 a 14 diasMetade do mês ou menos. A pressão aparece em ondas, normalmente ligadas a datas fixas.Perguntar em que parte do mês os dias se concentram. Concentração no fim do mês tem conduta diferente de dispersão.
Alta15 a 21 diasA restrição é o pano de fundo do mês. Qualquer escore de proteção, corpo ou tempo acima disso precisa passar por aqui antes de virar leitura.Se a autoavaliação do Ângulo 8 estiver alta enquanto os dias estão nesta faixa, a distância é conversa, e não erro.
Contínua22 a 28 diasOcupação quase total da janela. A sessão muda de foco: contexto primeiro, padrão depois, e o plano encolhe.Verificar critério de parada. Faixa contínua com relato de desamparo pede protocolo de cuidado antes de qualquer devolutiva.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela consegue dizer em que parte do mês os dias se concentraram. Contagem sem localização no mês costuma ser estimativa, e não memória.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Nos últimos 28 dias, dinheiro ocupou a sua cabeça em cerca de 21 deles, e em outros 21 você deixou de fazer algo que queria por causa do custo. Em 14 dias você decidiu pensando só no curto prazo.

O que costuma vir junto

Esse nível de preocupação consome atenção enquanto a pessoa está fazendo outra coisa. É o que faz alguém reler o mesmo parágrafo três vezes, esquecer o que ia dizer, ou chegar no fim do dia sem saber onde o dia foi.

Onde isso te serve

Você continuou funcionando, decidindo e respondendo um instrumento inteiro em 21 dias assim. Isso é resistência, e ela é sua.

Onde isso te custa

Boa parte do cansaço que a gente atribui a si mesmo, nessas semanas, é a conta desses 21 dias. Confundir uma coisa com a outra faz a pessoa tentar consertar o caráter quando o que apertou foi a circunstância.

A pergunta para a sessãoDo cansaço que você sente hoje, quanto você acha que é você e quanto é esse mês?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Pressão de contexto alta e sustentada. Vinte e um de vinte e oito dias é faixa que muda a leitura de todo o resto. Nada acima disso pode ser lido como traço sem passar por aqui.

Como abrir, palavra por palavra

“Antes de olhar qualquer coisa sobre você, quero olhar o mês que você acabou de ter. Vinte e um dos últimos vinte e oito dias com dinheiro ocupando a cabeça. Como foi esse mês?”

O que perguntar
  • O que exatamente estava acontecendo nesses 21 dias?
  • Isso é deste mês ou já vem de antes?
  • O que você deixou de fazer que mais te fez falta?
  • Quem sabe disso além de você?
O que não dizer
  • Não dizer que ela está estressada. Estresse é conclusão clínica e não é o que o instrumento mede.
  • Não oferecer produto, plano ou solução financeira aqui. Este bloco é para calibrar, não para vender.
  • Não passar rápido. Se este bloco for atropelado, o resto da sessão lê circunstância como caráter.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela minimizar de forma consistente: foi só um mês corrido, sem conteúdo. Pode ser verdade, e pode ser que o assunto não seja para agora.

Se estiver errada

Registrar a pressão como dado de contexto, não insistir, e continuar. O bloco cumpriu a função dele mesmo sem conversa: ele já mudou o peso do resto.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

2 × 8
Valor bloqueado, e por quem

Barreira externa real, conflito entre prioridades dela, ou margem de ação não usada. Nomear a barreira externa quando ela é a explicação costuma ser o momento de maior alívio da sessão inteira.

4 × 8
Estilo de vínculo e rede disponível

As duas pontas medidas: como ela se liga, e quem está efetivamente disponível. Declarar vínculo farto com rede vazia é uma conversa inteira.

8 × 3
Resposta, estrutura, ou as duas

Proteção alta sob pressão contínua não fecha em traço. Com 21 de 28 dias, este cruzamento é obrigatório antes do movimento 7.

10 × 8
Comunidade disponível ou lembrada

Só abre se o convite do Ângulo 10 tiver sido aceito.

01

Movimento 2 da sessão · Camada 1 · 20 itens, 4 invertidos

Ângulo 1 · Como eu funciono

Natureza do dado: traço estimado

O que este ângulo mede

Mede a proporção de ocasiões em que cada um de quatro modos de operar aparece: cuidado com precisão, sustentação do clima, tomada de frente e mobilização pelo entusiasmo. Cinco itens por modo, quatro deles invertidos para que quem responde no automático produza incoerência detectável.

É o primeiro reconhecimento da sessão, e por isso vem logo depois do contexto: a pessoa precisa se ver em algo antes de olhar qualquer coisa difícil. Nenhum item pergunta o que ela é. Todos perguntam em quantas ocasiões ela faz.

Os quatro escores são independentes. Não somam 100, não se compensam, e alguém pode ficar alto ou baixo nos quatro.

O que ele não autoriza concluir

  • Não produz um tipo. Não existe sigla, letra dominante nem nome de perfil neste método, nem em brincadeira. O que existe são quatro proporções.
  • Diferença abaixo de 0,4 não é diferença. É a margem do instrumento. Dois fatores dentro dessa margem são dois modos disponíveis, não um vencedor e um vice.
  • Um fator baixo não é déficit. Mobilização pelo entusiasmo em 2,4 significa que convencer pelo ânimo não é a ferramenta principal, e não que a pessoa é tímida ou tem dificuldade social.
  • Não prediz encaixe em cargo nem em equipe. Usar isso em seleção sem base normativa brasileira é uso indevido do instrumento.
  • Não explica origem. O instrumento observa a proporção de hoje. Por que ela é assim é matéria de conversa, nunca de escore.

O resultado de Renatacaso fictício

Conformidade4,4Estabilidade4,1Dominância3,8Influência2,4zona cinzenta0,3 entre os dois primeiros
ConformidadeConformidade: 4,4 de 54,4EstabilidadeEstabilidade: 4,1 de 54,1DominânciaDominância: 3,8 de 53,8InfluênciaInfluência: 2,4 de 52,4
Como ler esta figuraUma cor só para a série inteira, porque o comprimento da barra já carrega o valor: colorir cada barra por tamanho gastaria o canal de identidade duas vezes. As barras estão ordenadas por valor, e não por nome, para que o topo seja lido de imediato. Olhe primeiro a distância entre a primeira e a segunda barra: aqui são 0,3, abaixo da margem, e isso significa empate, não liderança. A distância que importa neste mapa é a de baixo: 1,4 ponto separa a terceira da quarta.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

FaixaO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Altoacima de 3,8O modo aparece na maioria das ocasiões. É o que as pessoas em volta reconhecem sem precisar ser avisadas.Checar os itens invertidos daquele fator. Se os invertidos discordarem dos diretos, o escore está inflado por desejabilidade.
Médio-alto3,0 a 3,8Disponível e usado, sem ser a assinatura da pessoa. Costuma ser o modo que ela ativa quando o principal não resolve.Pedir uma situação recente. Se ela não lembra de nenhuma, o escore é de intenção e não de ocasião.
Médio-baixo2,2 a 3,0Aparece em uma minoria de ocasiões, normalmente sob demanda externa.Verificar se o contexto do Ângulo 8 está alto. Sob pressão contínua, modos de baixo custo sobem e os de alto custo caem.
Baixoabaixo de 2,2Ferramenta pouco usada. Nunca leia como incapacidade: leia como preferência.Perguntar como é para ela quando a situação exige esse modo. A resposta separa preferência de dificuldade real.
Zona cinzentadiferença ≤ 0,4Dois modos empatados. Não há dominante: há dois recursos à mão, e a vantagem é de repertório.Testar cada um com uma situação. Se ela reconhece só um dos dois, o empate é artefato de resposta e vira item de reteste.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela dá uma situação recente para cada um dos dois fatores do topo. Se só um se confirma, o empate era artefato de resposta e vira item de reteste.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Conformidade em 4,4 e Estabilidade em 4,1 ficaram no topo, e as duas estão a 0,3 uma da outra. Influência em 2,4 é a mais baixa, com folga.

O que costuma vir junto

Conformidade alta com estabilidade alta costuma desenhar uma pessoa que prepara antes, entrega com cuidado e sustenta o clima do grupo. Costuma ser a pessoa em quem os outros confiam para não deixar cair. Influência baixa não quer dizer tímida: quer dizer que convencer pelo entusiasmo não é a sua ferramenta principal.

Onde isso te serve

Você percebe falhas que os outros não veem e entrega no nível que prometeu. Em ambientes onde erro custa caro, isso é o que faz diferença, e é o motivo de te chamarem quando a coisa é séria.

Onde isso te custa

Preparar antes vira adiar quando o padrão que você se impôs é alto demais. E sustentar o clima do grupo vira engolir, quando ninguém percebe que você está engolindo.

A pergunta para a sessãoEm que situações a sua vontade de fazer bem feito te ajudou, e em que situações ela te impediu de entregar?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Zona cinzenta entre Conformidade (4,4) e Estabilidade (4,1). Diferença de 0,3, abaixo da margem do instrumento. Não existe fator dominante: existem dois modos disponíveis.

Como abrir, palavra por palavra

“Duas coisas apareceram praticamente empatadas aqui: o cuidado com fazer bem feito, e sustentar o clima em volta. Empate não é indefinição, é ter os dois à mão. Eu queria entender em que situações cada um aparece.”

O que perguntar
  • Me dá uma situação recente em que você preparou muito antes de agir.
  • E uma em que você segurou algo para não criar atrito.
  • Qual das duas te custa mais caro hoje?
  • Influência ficou em 2,4. Como é para você quando precisa convencer alguém?
O que não dizer
  • Não nomear um perfil. Não dizer alto C, alto S, nem nada que soe a sigla.
  • Não dizer que Influência baixa é timidez ou dificuldade social. É preferência de ferramenta, não déficit.
  • Não usar a diferença de 0,3 como se fosse diferença real.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela reconhecer só um dos dois com clareza e não reconhecer o outro. O empate pode ser artefato de resposta.

Se estiver errada

Trabalhar o que ela reconhece e registrar o outro como não confirmado. Zona cinzenta não confirmada vira item de reteste na segunda leitura.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

1 × 7
Adaptação e energia, coexistindo

Registrar a coexistência, sem inferir causa. A afirmação de que uma prova a outra saiu do método por ser generalização.

05

Movimento 3 da sessão · Camada 5 · 32 itens, 8 invertidos

Ângulo 5 · Do que eu sou capaz

Natureza do dado: percepção declarada

O que este ângulo mede

Mede em quais territórios a pessoa se reconhece capaz, em oito domínios, quatro itens cada. A régua é a mesma proporção de ocasiões usada no resto do instrumento, e os itens perguntam por episódios (as pessoas me procuram para isso, eu resolvo isso sem esforço aparente), nunca por autoimagem genérica.

Vem no movimento 3 porque é o bloco de maior retorno emocional da sessão: depois de contexto e de reconhecimento, a pessoa precisa de um lugar onde ela é boa antes de olhar como se protege.

Um domínio alto aqui significa reconhecimento, e o valor clínico está exatamente aí: o que a pessoa reconhece como força é o que ela usa quando aperta, incluindo quando usar aquilo custa caro.

O que ele não autoriza concluir

  • Não mede desempenho em tarefa. Ninguém foi observado executando nada. É onde a pessoa se reconhece, e reconhecimento e execução podem divergir.
  • Não é medida de inteligência. Os domínios são territórios de reconhecimento, e o instrumento não faz e nunca fará afirmação sobre capacidade cognitiva.
  • Domínio baixo não é incapacidade. É onde a pessoa não se reconhece. Musical em 1,9 significa que ela não se vê ali, e não que ela não consiga.
  • Não autoriza recomendação de carreira. Sem base normativa e sem medida de desempenho, orientação profissional a partir daqui é uso indevido.
  • Não conclui que a força é a defesa bem executada. Essa generalização foi retirada do método. Força pode ser só força, e o cruzamento 5 × 3 existe justamente para perguntar, não para afirmar.

O resultado de Renatacaso fictício

Interpessoal4,5Intrapessoal4,0Linguística3,8Corporal2,8Musical1,9
InterpessoalInterpessoal: 4,5 de 54,5IntrapessoalIntrapessoal: 4 de 54LinguísticaLinguística: 3,8 de 53,8NaturalistaNaturalista: 3,1 de 53,1CorporalCorporal: 2,8 de 52,8Lógico-matemáticaLógico-matemática: 2,6 de 52,6EspacialEspacial: 2,2 de 52,2MusicalMusical: 1,9 de 51,9
Como ler esta figuraLeia o bloco de cima, não a primeira barra. Interpessoal, Intrapessoal e Linguística estão dentro de 0,7 ponto uma da outra: são um conjunto, e o conjunto tem significado próprio (perceber o outro, perceber a si e traduzir em palavras). Leia depois a queda: entre Linguística, 3,8, e Naturalista, 3,1, há o maior degrau da série, e é ali que termina o território onde ela se reconhece. As duas últimas barras não são um problema a resolver.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

FaixaO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Altoacima de 4,0Território reconhecido e usado. É para onde ela vai quando precisa resolver alguma coisa rápido.Cruzar com o Ângulo 3. Força alta com proteção alta no mesmo território pede a pergunta do custo, e não a afirmação do custo.
Médio-alto3,2 a 4,0Reconhecida, com menos automatismo. Costuma ser o domínio que ela usa quando tem tempo de preparar.Perguntar se ela usa por escolha ou por falta de alternativa. Muda a conduta.
Médio-baixo2,4 a 3,2Zona neutra. Não é fraqueza nem assinatura, e raramente rende conversa produtiva.Não gastar tempo de sessão aqui, a menos que a pessoa traga o assunto.
Baixoabaixo de 2,4Onde ela não se reconhece. Pode ser desinteresse, pode ser falta de exposição, pode ser exigência alta demais consigo.Com Perfeccionista ativo, checar a terceira hipótese: quem exige demais costuma marcar baixo em domínio no qual é apenas mediano, e mediano não é baixo.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela consegue nomear quem a procura por causa daquele domínio. Força reconhecida sem ninguém do outro lado costuma ser desejo, e não território.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Interpessoal em 4,5 e Intrapessoal em 4,0 lideram, com Linguística em 3,8 logo atrás. Musical e Espacial são os mais baixos.

O que costuma vir junto

Interpessoal alta é a capacidade de ler o que está acontecendo com o outro antes de ele dizer. Junto com Intrapessoal alta, indica alguém que percebe muito, dos dois lados. Esse conjunto costuma aparecer em quem acaba virando o conselheiro informal do grupo, sem nunca ter pedido esse papel.

Onde isso te serve

Você percebe as pessoas com precisão, e consegue traduzir o que percebeu em palavras. Isso é raro junto e é o que faz alguém confiar em você rápido.

Onde isso te custa

Perceber muito significa também sentir muito o que não é seu. Em quem carrega, isso vira trabalho invisível: você resolve antes de a pessoa pedir e ninguém sabe o quanto custou.

A pergunta para a sessãoO que te cansa mais: as pessoas, ou o lugar que você ocupa com elas?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Interpessoal 4,5 e Intrapessoal 4,0 no topo, com Carregador 4,2 ativo. Cruzamento 5 com 3 aceso: a força mais reconhecida e o padrão de proteção ocupam o mesmo território. Força pode ser força, e a versão anterior deste cruzamento generalizava.

Como abrir, palavra por palavra

“O que mais apareceu como força sua foi perceber e conduzir pessoas. E carregar também apareceu forte. Eu não sei, pelos números, se uma coisa alimenta a outra. Só você sabe, e é isso que eu queria olhar.”

O que perguntar
  • Me conta uma situação em que perceber o outro te deu vantagem clara.
  • E uma em que perceber demais te custou caro.
  • Quando você percebe que alguém está mal, quanto tempo passa até você fazer alguma coisa?
  • Você consegue perceber e não agir?
O que não dizer
  • Não dizer que a força dela é a defesa bem executada. Isso foi retirado do método por ser generalização.
  • Não ler os domínios baixos como incapacidade. É onde ela não se reconhece, não onde ela não consegue.
  • Não afirmar que ela é boa em nada. O instrumento não mede desempenho em tarefa.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela conseguir dar exemplos claros de perceber sem agir. Aí a força é flexível, o cruzamento não acende, e o custo está em outro lugar.

Se estiver errada

Fechar o cruzamento 5 com 3 como não confirmado e mover para o 3 com 7, corpo, que neste mapa tem sinal mais forte.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

5 × 3
Força, e a pergunta sobre o custo dela

Aquela força é usada com flexibilidade ou é o único recurso disponível, e ela tem custo? Duas perguntas, e nenhuma pressupõe proteção.

5 × 6
Capacidade declarada sem crença de que muda

Se acender, o plano vira experimento pequeno e verificável, e não meta ambiciosa.

07

Movimento 4 da sessão · Camada 6 · 2 itens mais a autoavaliação

Ângulo 7 · Como eu habito meu corpo

Natureza do dado: percepção do próprio corpo

Rota de cuidado

Percepção corporal baixa com padrão de proteção alto muda o ritmo da sessão inteira: reduzir velocidade, ancorar no corpo antes de nomear conceito, e verificar critério de parada antes do movimento 7.

O que este ângulo mede

Mede o que a pessoa percebe do próprio estado corporal, em dois itens de proporção (rigidez ou tensão notada, sensação de estar distante do próprio corpo) mais a nota de 0 a 10 que ela deu ao corpo na autoavaliação de abertura.

É o bloco mais curto do instrumento e um dos mais decisivos, porque é onde a devolutiva desacelera de propósito. Percepção corporal baixa muda o ritmo de tudo o que vem depois: o corpo entra antes do conceito, e não como ilustração dele.

Três medidas, três origens diferentes, e é a divergência entre elas que carrega a informação.

O que ele não autoriza concluir

  • Não interpreta postura, formato nem aparência. Leitura corporal por aparência é vedada por escrito no método, sem exceção e sem versão suavizada.
  • Não sugere causa fisiológica. Nenhum resultado deste bloco encaminha para exame, aponta diagnóstico ou exclui causa clínica.
  • Não mede o corpo. Mede o que a pessoa percebe do corpo, que é outra coisa e às vezes a coisa oposta.
  • Nota baixa não é descuido. Em quem cuida de muita gente, o corpo costuma ser o último item da fila, e isso é ordem de prioridade, não negligência.
  • Dois itens não sustentam um perfil corporal. Este bloco abre pergunta e sinaliza ritmo. Ele não fecha nada sozinho.

O resultado de Renatacaso fictício

rigidez ou tensão4,0 de 5corpo distante3,0 de 5autoavaliação dela3 de 10cruzamento 3 × 7aceso
BaixoMédio-baixoMédio-altoAltoRigidez ou tensão notadaitem diretoBaixo: Rigidez ou tensão notadaMédio-baixo: Rigidez ou tensão notadaMédio-alto: Rigidez ou tensão notadaAlto: Rigidez ou tensão notada4Sensação de corpo distanteitem diretoBaixo: Sensação de corpo distanteMédio-baixo: Sensação de corpo distanteMédio-alto: Sensação de corpo distanteAlto: Sensação de corpo distante3Nota que ela deu ao corpo3 de 10, reescaladoBaixo: Nota que ela deu ao corpoMédio-baixo: Nota que ela deu ao corpoMédio-alto: Nota que ela deu ao corpoAlto: Nota que ela deu ao corpo1,5012345
Como ler esta figuraAs três medidas estão na mesma régua para que a divergência apareça: as duas primeiras vêm de itens de proporção, a terceira é a nota de 0 a 10 reescalada só para comparação visual, e nunca somada às outras. As faixas de fundo são a mesma escala de baixo a alto, em um tom só, porque faixa é informação ordenada. Leia a terceira linha contra as duas primeiras: tensão alta com nota de corpo baixa costuma dizer que o corpo está falando há tempo e a atenção está em outro lugar.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

FaixaO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Altoacima de 4,0Percepção de tensão consistente. A pessoa nota o estado, e isso é recurso, não sintoma.Se a nota de 0 a 10 também for alta, as três concordam e não há divergência a conduzir: siga.
Médio-alto3,0 a 4,0Percebe, com atraso. Costuma notar quando o episódio já passou.Perguntar se ela percebe no momento ou depois. É a mesma distinção do índice de nível.
Médio-baixo2,0 a 3,0Percepção intermitente. Aparece em picos e desaparece no cotidiano.Checar contexto: pressão contínua no Ângulo 8 abaixa esta percepção sem que exista qualquer padrão de proteção envolvido.
Baixoabaixo de 2,0Pouca leitura do próprio estado. Atrasa a resposta, e o cansaço vira normal.Antes de afirmar interocepção baixa, peça a ela que descreva onde e quando sente. Se descreve com precisão, o que está baixo é a nota, e não a percepção.
Divergênciadiferença ≥ 1,5 entre as trêsA informação está na distância, e não em nenhuma das medidas isoladas. É o achado mais produtivo deste bloco.Nunca confrontar. A divergência é pergunta, e a pergunta é: o que faz esse número ser esse número?

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela diz onde no corpo sente e em que momento. Se descreve com precisão, a percepção não é baixa: o que está baixo é a nota que ela deu.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Rigidez ou tensão em 4 de 5, e a sensação de corpo distante em 3 de 5. Na autoavaliação, corpo foi a sua nota mais baixa: 3 de 10.

O que costuma vir junto

Quando a percepção de tensão é alta e a nota de corpo é baixa, as duas costumam apontar para a mesma coisa: o corpo está falando há um tempo e a atenção está em outro lugar. Em quem tem Perfeccionista ativo, tensão crônica é o custo mais frequente e o menos percebido.

Onde isso te serve

Você percebeu e respondeu com honestidade. Muita gente marca 1 aqui porque parar para sentir já é desconfortável.

Onde isso te custa

Perceber pouco do próprio estado atrasa a resposta. O cansaço vira normal, e o normal deixa de ser questionado.

A pergunta para a sessãoOnde no seu corpo você sente primeiro quando alguma coisa não vai bem?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Interocepção autorrelatada baixa com tensão alta e Perfeccionista ativo. Hipótese de que ela percebe pouco do próprio estado. Cruzamento 3 com 7 aceso.

Como abrir, palavra por palavra

“Você marcou tensão alta e, ao mesmo tempo, se deu 3 de 10 no corpo. Isso costuma querer dizer que o corpo está falando faz tempo. Podemos ficar um minuto só nisso?”

O que perguntar
  • Onde no corpo você sente primeiro quando algo não vai bem?
  • Você percebe no momento, ou percebe quando já passou?
  • O que você faz quando percebe?
  • Alguém já te disse que você estava tenso antes de você perceber?
O que não dizer
  • Não interpretar postura, formato ou aparência. Leitura corporal por aparência é vedada por escrito.
  • Não sugerir causa fisiológica nem encaminhar para exame a partir do questionário.
  • Não acelerar. Este é o bloco em que a devolutiva desacelera de propósito, e o corpo entra antes do conceito.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela descrever com precisão onde e quando sente. Aí a interocepção não é baixa, e o que está baixo é a nota que ela deu.

Se estiver errada

Trocar a hipótese: não é que ela percebe pouco, é que ela percebe e não age. É outra conversa, e ela é mais direta.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

3 × 7
Perceber pouco do próprio estado

Proteção alta com percepção corporal baixa. A devolutiva desacelera e o corpo entra antes do conceito.

1 × 7
Adaptação e energia, coexistindo

Registrar que coexistem. Nenhuma prova a outra.

7 × 9
Cansaço, e as causas que coexistem

Duas hipóteses abertas ao mesmo tempo. Nenhum resultado deste instrumento exclui causa clínica ou contextual.

02

Movimento 5 da sessão · Camada 4 · 40 itens, 4 por valor

Ângulo 2 · O que me move

Natureza do dado: percepção declarada

O que este ângulo mede

Mede quais prioridades orientam as escolhas da pessoa, em dez famílias de valor, quatro itens cada, na régua de proporção de escolhas. A leitura é sempre contra a média dela própria, nunca contra média populacional, porque a base normativa brasileira do instrumento não existe e afirmar comparação sem ela seria inventar número.

Centrar na média dela resolve o problema mais comum deste tipo de camada: quem marca alto em tudo e quem marca baixo em tudo produzem o mesmo perfil de ordenação, que é o que interessa.

O que o bloco entrega é uma ordem, e a conversa acontece no topo e na base dela, não no meio.

O que ele não autoriza concluir

  • Não compara com ninguém. A linha do meio é a média dela. Não existe percentil, não existe faixa populacional, e inventar uma seria fabricar dado.
  • Valor na base não é ausência de valor. Poder em menos 0,9 significa que poder orienta menos as escolhas dela do que as outras nove famílias, e não que ela não o tenha.
  • Não separa valor genuíno de valor defensivo. Os números não fazem essa distinção, e o instrumento não vai fingir que faz. Quem separa é a pessoa, na conversa.
  • Não é medida de caráter moral. Nenhuma família de valor é melhor que outra, e a devolutiva não hierarquiza.
  • Não prediz comportamento futuro. O que a pessoa prioriza e o que ela consegue fazer sob restrição podem divergir, e é para isso que existe o cruzamento 2 × 8.

O resultado de Renatacaso fictício

Benevolência+1,0Segurança+0,7Conformidade+0,5média dela3,1Poder-0,9
BenevolênciaBenevolência: +1.0 em relação à média dela+1,0SegurançaSegurança: +0.7 em relação à média dela+0,7ConformidadeConformidade: +0.5 em relação à média dela+0,5RealizaçãoRealização: +0.3 em relação à média dela+0,3UniversalismoUniversalismo: +0.1 em relação à média dela+0,1TradiçãoTradição: -0.1 em relação à média dela−0,1AutodeterminaçãoAutodeterminação: -0.4 em relação à média dela−0,4HedonismoHedonismo: -0.6 em relação à média dela−0,6EstimulaçãoEstimulação: -0.8 em relação à média dela−0,8PoderPoder: -0.9 em relação à média dela−0,9a média das prioridades dela
Como ler esta figuraA linha vertical do meio é a média dela própria, e não um zero absoluto. Barras para a direita são as famílias que orientam mais que a média dela; para a esquerda, menos. Por isso o gráfico usa dois tons e um cinza no meio: é a única figura do conjunto que representa polaridade, e polaridade pede duas direções e um ponto neutro que leia como nada. Leia as três primeiras e as três últimas, ignore o miolo, e note que a distância entre o topo e a base, 1,9 ponto, é o que diz o quanto essa ordem é marcada.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

Posição na ordemO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Topo+0,5 ou maisOrienta claramente as escolhas. A pessoa costuma reconhecer de imediato e sem esforço.Cruzar com o Ângulo 3. Um valor de topo que coincide com o padrão de proteção mais alto pede a pergunta de origem, e nunca a afirmação de origem.
Acima da média dela+0,1 a +0,5Presente e ativo, sem ser assinatura. Costuma aparecer como critério de desempate.Perguntar por uma decisão recente em que essa família desempatou.
Abaixo da média dela-0,5 a -0,1Orienta menos. Normalmente sem tensão associada, e sem rendimento de conversa.Passar rápido, salvo se a pessoa demonstrar incômodo com a posição.
Base-0,5 ou menosOrienta pouco as escolhas. É ordem interna, e não falta.Perguntar o que a palavra significa para ela. Poder na base costuma ser recusa da palavra, e não da coisa.
Conflitoduas do topo que se opõemDuas famílias antagônicas no topo produzem custo de decisão real: toda escolha frustra uma delas.Pedir uma situação em que as duas se chocaram. É onde este bloco rende mais.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela conta uma decisão recente em que aquele valor desempatou. Valor de topo sem decisão associada é valor declarado, e não valor em uso.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Benevolência é a prioridade que mais orienta as suas escolhas, seguida de Segurança e Conformidade. As que menos orientam são Poder, Estimulação e Hedonismo. A linha do meio é a sua própria média, não a de outra pessoa.

O que costuma vir junto

Benevolência no topo com Segurança logo atrás desenha alguém que cuida e que protege o que construiu. Quando essas duas lideram, a pessoa costuma ser o ponto de apoio de um grupo inteiro, e costuma ser a última a pedir apoio.

Onde isso te serve

Você sabe o que importa para você, e as suas escolhas seguem isso. Muita gente não consegue nomear três valores próprios com essa clareza.

Onde isso te custa

Um valor genuíno é flexível e tem origem consciente. Um valor defensivo é rígido e foi instalado pela armadura. Benevolência no topo, com o Carregador ativo, pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, e só você sabe quando cuidar é escolha e quando é a única saída que você enxerga.

A pergunta para a sessãoEm que situações cuidar do outro é uma escolha sua, e em que situações é a única coisa que você consegue fazer?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Benevolência no topo, acima da média dela própria, com Carregador ativo em 4,2. Valor genuíno e valor defensivo podem estar ocupando a mesma posição, e os dados não separam os dois.

Como abrir, palavra por palavra

“Cuidar do outro é o que mais orienta as suas escolhas. E carregar apareceu como o padrão mais presente. Os dois usam a mesma porta, e eu não consigo saber pelos números qual é qual. Só você sabe.”

O que perguntar
  • Me dá uma situação em que cuidar foi escolha sua e você faria de novo.
  • E uma em que você cuidou porque não conseguiu fazer diferente.
  • O que acontece dentro de você quando você não cuida?
  • Poder ficou na base da sua lista. O que a palavra poder significa para você?
O que não dizer
  • Não dizer que a benevolência dela é defensiva. Pode ser genuína, e afirmar isso destrói o valor mais alto dela.
  • Não ler os valores da base como ausência. Poder embaixo é ordem interna, não falta.
  • Não comparar com nenhuma média. Ela não existe.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela dar exemplos claros dos dois lados com facilidade. Isso indica valor genuíno com boa consciência de origem, e a hipótese de valor defensivo cai.

Se estiver errada

Registrar como valor genuíno e mover a conversa para o cruzamento 5 com 3, que é onde o custo aparece com mais nitidez neste mapa.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

2 × 8
Valor bloqueado, e por quem

Barreira externa real, conflito entre prioridades dela, ou margem de ação. Aberto no movimento 1, fechado aqui.

2 × 9
Fazer tudo certo e não sentir nada

Valores claros com presença de sentido baixa. Vem com alternativa e contraexemplo obrigatórios, porque é a descrição que mais gera reconhecimento fácil.

10 × 2
Valor declarado e sentido vivido

Opcional, só com o convite aceito.

04

Movimento 6 da sessão · Camada 11 · 12 itens próprios, 3 invertidos

Ângulo 4 · Como eu me relaciono

Natureza do dado: percepção declarada

O que este ângulo mede

Mede três coisas que costumam ser confundidas em uma só. Apoio percebido: quanto ela sente que tem a quem recorrer, do ponto de vista dela. O que espero do outro: o quanto ela antecipa distância, demora ou desinteresse. Como me trato quando falho: a voz que aparece quando algo dá errado por culpa dela.

As três são medidas separadas e nunca somadas, porque uma pessoa pode ter rede farta, esperar pouco dela e se tratar mal, e essas três coisas pedem condutas diferentes.

Doze itens próprios, escritos para este instrumento, com três invertidos. O painel de 35 respostas vindas de outros blocos continua disponível como leitura complementar, e não como fonte do escore.

O que ele não autoriza concluir

  • Não afirma estilo de apego. Apego é construto de instrumento validado, com licença e norma próprias. Este bloco mede expectativa sobre o outro, que é vizinho e não é a mesma coisa.
  • Não mede a qualidade dos relacionamentos dela. Mede a percepção dela sobre eles, e ninguém do outro lado foi ouvido.
  • Não soma as três subescalas. Um número único aqui destruiria exatamente a informação que o bloco existe para produzir.
  • Não conclui carência. Expectativa alta de distância com apoio percebido baixo é hipótese a testar na conversa, e a palavra carente não entra na devolutiva em nenhuma circunstância.
  • Não usa o painel de 35 como se fosse instrumento. Ele é montagem de dados já coletados para outros fins, e serve para levantar pergunta, nunca para fechar leitura.

O resultado de Renatacaso fictício

apoio percebido2,8o que espero do outro3,9como me trato ao falhar2,2autoavaliação dela8 de 10distânciaa maior do mapa
BaixoMédio-baixoMédio-altoAltoApoio percebidoa quem ela sente que pode recorrerBaixo: Apoio percebidoMédio-baixo: Apoio percebidoMédio-alto: Apoio percebidoAlto: Apoio percebido2,8O que espero do outroquanto antecipa distância ou demoraBaixo: O que espero do outroMédio-baixo: O que espero do outroMédio-alto: O que espero do outroAlto: O que espero do outro3,9Como me trato quando falhoa voz que aparece quando ela erraBaixo: Como me trato quando falhoMédio-baixo: Como me trato quando falhoMédio-alto: Como me trato quando falhoAlto: Como me trato quando falho2,2012345
Como ler esta figuraTrês trilhos, três medidas independentes, e nenhuma soma no fim. As faixas de fundo são a mesma escala ordenada de baixo a alto, em um tom só, e a faixa em que a pessoa caiu fica sólida enquanto as outras ficam esmaecidas: a faixa é o resultado, e o número é o detalhe. Leia os três juntos e procure a forma: aqui, expectativa alta sobre o outro com apoio percebido baixo e autocuidado ainda mais baixo desenha alguém que espera pouco, recebe pouco e cobra muito de si. E leia isso contra o 8 de 10 que ela se deu.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

FaixaO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Apoio percebido altoacima de 3,5Ela sente que tem a quem recorrer. Rede disponível é o maior fator de proteção do mapa inteiro.Cruzar com as três perguntas de rede do Ângulo 8. Percepção alta com rede concreta vazia é conversa, não contradição.
Apoio percebido baixoabaixo de 3,0Sensação de que precisa dar conta sozinha. Muda o desenho de qualquer plano proposto no fim da sessão.Verificar se é percepção ou fato. As duas existem, e a conduta é diferente para cada uma.
Expectativa alta sobre o outroacima de 3,5Antecipa distância, demora ou desinteresse. Costuma vir com hipervigilância em relações próximas.Nunca nomear como apego. Peça um episódio concreto e uma relação nomeada, e observe se é geral ou específico de uma pessoa.
Autocuidado ao falhar baixoabaixo de 2,5A voz que aparece no erro é mais dura do que ela usaria com qualquer outra pessoa. É item de rota de cuidado quando marcado em 4 ou 5 no invertido.Este é o ponto mais delicado do bloco. Entra depois de reconhecimento construído, e sempre como pergunta.
Distância contra a autoavaliação≥ 3 pontosNota alta no Ângulo 4 com subescalas baixas é a distância mais produtiva do instrumento.A pergunta é o que faz o 8 ser 8, e não o que faz as subescalas serem baixas. A ordem importa.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela nomeia a pessoa e o episódio. Subescala de relação sem uma relação nomeada não vira leitura: vira pergunta.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Três coisas foram medidas separadas aqui, e elas não andaram juntas. O quanto você sente que tem a quem recorrer ficou em 2,8. O quanto você antecipa distância ou demora do outro ficou em 3,9. E como você se trata quando falha ficou em 2,2, o mais baixo dos três. Na autoavaliação de abertura, você deu 8 de 10 para relacionamento.

O que costuma vir junto

Esse desenho, esperar bastante do que pode dar errado, sentir que tem pouco a quem recorrer e se tratar com dureza no erro, costuma aparecer em quem é o ponto de apoio dos outros. A pessoa é procurada por todo mundo e não procura ninguém, e com o tempo isso deixa de parecer estranho. A nota 8 provavelmente é verdadeira: ela mede o quanto você tem gente por perto, e não o quanto você recorre a essa gente.

Onde isso te serve

As pessoas se abrem com você rápido, e isso não é sorte: é leitura fina do outro, que apareceu também como a sua força mais alta. Numa rede inteira, esse é o ativo mais difícil de ensinar para alguém.

Onde isso te custa

Quando alguém importante demora a responder, isso ocupa mais espaço em você do que você gostaria. E a linha mais baixa das três é a do erro: a voz que aparece quando você falha é mais dura do que qualquer coisa que você diria a uma pessoa que ama. Das três perguntas sobre a quem recorrer, a única sem resposta positiva foi a de dinheiro.

A pergunta para a sessãoQuando algo dá errado com você, quem é a primeira pessoa que fica sabendo? E quanto tempo passa até você contar?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Doze itens próprios, três subescalas, nunca somadas. Apoio percebido 2,8, expectativa sobre o outro 3,9 e autocuidado ao falhar 2,2, contra autoavaliação de 8 de 10. É a maior distância do mapa, e a subescala mais baixa é a que toca material sensível. Painel de 35 itens disponível como leitura complementar, não como fonte.

Como abrir, palavra por palavra

“Você se deu 8 aqui, e eu acredito no 8. Só que quando eu olho as três coisas que foram medidas separadas, uma delas ficou bem mais baixa que as outras: como você se trata quando erra. Eu queria começar pelo 8, e depois voltar nessa.”

O que perguntar
  • O que faz o 8 em relacionamento ser 8, e não 6?
  • Quando algo dá errado com você, quem fica sabendo primeiro? E quanto tempo depois?
  • Quando alguém importante demora a responder, o que passa pela sua cabeça?
  • Quando você erra, o que você diz para você mesma? Você diria isso para alguém que você ama?
O que não dizer
  • Não afirmar estilo de apego. Apego é construto de instrumento validado com norma própria, e este bloco mede expectativa sobre o outro.
  • Não usar a palavra carente, em nenhuma formulação, nem suavizada.
  • Não confrontar o 8 com as subescalas. A distância é pergunta, e a ordem é a pergunta sobre o 8 primeiro.
  • Não abrir pelo autocuidado ao falhar. Ele é o ponto mais delicado do bloco e entra depois de reconhecimento construído.
  • Não cruzar rede vazia com padrão. Rede vazia em dinheiro, com 21 dias de pressão, é contexto antes de ser qualquer outra coisa.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela nomear rapidamente três pessoas para as três situações e descrever o próprio erro sem dureza. Aí a rede existe, o autocuidado não está baixo, e o que ficou baixo foi a leitura dos itens.

Se estiver errada

Registrar rede como disponível, fechar a subescala mais baixa como não confirmada, e mover para o cruzamento 3 com 4: em qual relação nomeada o padrão aparece.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

3 × 4
Modo e relação

Proteção diz o modo, vínculo diz em qual relação ele aparece. Pedir um episódio concreto e uma relação nomeada.

4 × 8
Estilo de vínculo e rede disponível

As duas pontas medidas. Aqui, a única das três perguntas de rede sem resposta positiva foi a de dinheiro, com pressão em 21 de 28 dias.

03

Movimento 7 da sessão · Camada 3 · 40 itens, 8 por padrão, 10 invertidos

Ângulo 3 · Como eu me protejo

Natureza do dado: traço estimado

Rota de cuidado

Três itens deste bloco foram marcados em 4 ou 5 e tocam material sensível: precisar sofrer para merecer algo bom, culpa ao dizer não, e autocrítica com dureza que ela não aplicaria a outra pessoa. Não abrir a sessão por aqui. Critério de parada ativo: choro sustentado, dissociação ou relato de risco param a sessão, o protocolo de cuidado entra, e a reentrada é em 72 horas.

O que este ângulo mede

Mede a proporção de ocasiões em que cada um dos cinco padrões de proteção aparece hoje. Todo mundo tem os cinco em algum grau, e o que varia é a intensidade e a combinação. Oito itens por padrão, dez invertidos, e nenhum item pergunta sobre infância.

É o único bloco que nunca entra antes do movimento 7. Antes dele a pessoa precisa ter passado por contexto, reconhecimento e força, senão a conversa vira acusação disfarçada de leitura.

Três níveis, e o método só declarava dois. A armadura é a estrutura, e a Camada de Proteção descende de Reich e Lowen, que descendem de Freud: a couraça de caráter é, na origem, um padrão de defesa cristalizado. O que a armadura faz para se manter de pé é a operação, sistematizada por Anna Freud em 1936. A Permissão travada é o efeito. A operação entra agora, como leitura do facilitador, e nunca como item nem como palavra dita à pessoa.

A linha entre os dois padrões mais altos tem nome, e o nome é da combinação, nunca da pessoa. Existem dez combinações nomeadas, e a que aparece aqui, Carregador com Perfeccionista, é descrita no livro como a mais insustentável das dez, pela razão de que o colapso dela é invisível: por fora está tudo funcionando.

O que ele não autoriza concluir

  • Não atribui origem. Dizer a partir de questionário o que aconteceu na infância de alguém é o erro mais caro do método, e ele é vedado por escrito.
  • Não rotula a pessoa. O nome pertence à combinação, e a pessoa pode recusá-lo. Ninguém sai da sessão sendo um Servo Perfeito.
  • Não fecha em traço sob pressão alta. Com o Ângulo 8 em faixa contínua, o cruzamento 8 × 3 é obrigatório: parte do que parece padrão pode ser resposta a circunstância.
  • Não é diagnóstico de nada. Não há categoria clínica, não há transtorno, não há gravidade, e a devolutiva não usa vocabulário que sugira qualquer um dos três.
  • Não propõe solução na mesma frase que nomeia o padrão. Nomear e resolver na mesma respiração é a forma mais comum de a pessoa levar o rótulo embora sem levar a conversa.
  • Não nomeia a operação de proteção para a pessoa. O vocabulário das operações vive no Dossiê e na Formação, nunca na sala, nem em versão suavizada. Para a pessoa vai a pergunta, jamais o nome.

O resultado de Renatacaso fictício

O Carregador4,2O Perfeccionista3,9O Sedento2,6combinaçãoO Servo Perfeitorota de cuidado3 itens acesos
O CarregadorO Carregador: 4,2 de 54,2O PerfeccionistaO Perfeccionista: 3,9 de 53,9O SedentoO Sedento: 2,6 de 52,6O InvisívelO Invisível: 2,1 de 52,1O BlindadoO Blindado: 1,8 de 51,8
O Fantasma SolitárioO Invisível SobrecarregadoO Estrategista das SombrasO Gênio OcultoO Mártir GenerosoO Líder CarenteO Aprovador IncansávelO Líder que CarregaO Servo PerfeitoO Controlador TotalO Invisível: 2,1 de 5 · forma-se entre 0 a 6 mesesO Invisível0 a 6 meses · 2,1O Sedento: 2,6 de 5 · forma-se entre 6 a 18 mesesO Sedento6 a 18 meses · 2,6O Carregador: 4,2 de 5 · forma-se entre 18 meses a 3 anosO Carregador18 meses a 3 anos · 4,2O Blindado: 1,8 de 5 · forma-se entre 2 a 4 anosO Blindado2 a 4 anos · 1,8O Perfeccionista: 3,9 de 5 · forma-se entre 4 a 6 anosO Perfeccionista4 a 6 anos · 3,9A COMBINAÇÃOO Servo Perfeito
Como ler esta figuraSão duas figuras porque são duas perguntas. A primeira é quanto: cinco barras, uma cor, ordenadas por valor, e o que se lê é a distância entre a segunda e a terceira, 1,3 ponto, que é o que separa o par ativo do resto. A segunda é qual combinação: os cinco pontos ficam em ordem fixa, a das janelas de desenvolvimento descritas no livro, e a ordem nunca muda, de modo que a figura de duas pessoas diferentes é sempre comparável. As dez linhas são as dez combinações nomeadas; a linha acesa é a da pessoa, e o nome dela aparece no centro. O tamanho de cada ponto é o escore daquele padrão.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

FaixaO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Altoacima de 3,8O padrão aparece na maioria das ocasiões. É o que a pessoa reconhece quando escuta a descrição do custo, e não a do comportamento.Testar com os testes reveladores daquele padrão. Reconhecimento é corporal: se o corpo dela não reage, o escore está errado, e não ela.
Médio-alto3,0 a 3,8Presente e disponível. Costuma ser o padrão que assume quando o principal falha.Verificar se sobe sob pressão. Se sim, é resposta de contexto tanto quanto traço.
Médio-baixo2,2 a 3,0Aparece em minoria de ocasiões, normalmente em uma área só da vida.Perguntar em qual área. Padrão restrito a um domínio tem conduta diferente de padrão difuso.
Baixoabaixo de 2,2Pouco ativo hoje. Não significa que nunca esteve.Não afirmar ausência. O instrumento mede hoje, e a pessoa pode ter atravessado esse padrão anos atrás.
Par ativodois acima de 3,5Existe combinação nomeada, e a leitura passa a ser da combinação, não da soma dos dois.Confirmar com os dois testes reveladores da combinação. Se nenhum dos dois ressoa, voltar ao terceiro padrão da lista e testar de novo.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma no corpo dela, pelos testes reveladores do padrão, e nunca pelo escore. Se o domingo e o 9,5 não mexem nada, o par ativo está errado, e não ela.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

O Carregador em 4,2 e O Perfeccionista em 3,9 são os dois padrões mais presentes hoje. Os outros três aparecem em intensidade menor, e todo mundo tem os cinco em algum grau. A linha entre esses dois tem nome: O Servo Perfeito.

O que costuma vir junto

O Carregador nasce quando a autonomia foi esmagada cedo, e ele diz por dentro não mereço brilhar. O Perfeccionista nasce quando a aceitação veio condicionada, e diz não mereço amor como sou. Juntos produzem alguém que faz tudo, faz perfeito e não reclama. É a combinação mais insustentável das dez, porque o colapso dela é invisível: por fora está tudo funcionando.

Onde isso te serve

Resistência e lealdade do Carregador, disciplina e excelência do Perfeccionista. É por isso que as coisas não caem perto de você, e é por isso que te dão mais responsabilidade.

Onde isso te custa

O Carregador cobra autossabotagem e ressentimento acumulado. O Perfeccionista cobra tensão crônica e a impossibilidade de simplesmente ser, sem estar produzindo. O sinal de que os dois estão ativos é o domingo que não descansa e o 9,5 que só faz você olhar o 0,5 que faltou.

A pergunta para a sessãoQuando foi a última vez que você fez algo bom para você sem antes ter cumprido tudo o que devia?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Servo Perfeito: Carregador 4,2 com Perfeccionista 3,9. O livro classifica como a combinação mais insustentável das dez, com colapso invisível. Três itens de rota de cuidado acesos dentro deste bloco.

Hipótese de proteção, só no Dossiê

O que costuma manter esta combinação de pé, em linguagem descritiva: transformar ressentimento em serviço e pagar a culpa fazendo mais, no Carregador; substituir o sentir pelo analisar e refazer para desfazer a falha, no Perfeccionista. Nenhuma dessas palavras vai para ela. O que vai é a pergunta: “o que aconteceria se você não carregasse isso por uma semana?”. Hipótese até a sessão confirmar, e o resultado entra no bloco de leitura de proteção do Dossiê.

Como abrir, palavra por palavra

“Duas coisas apareceram juntas aqui, e elas têm um jeito específico de trabalhar em dupla. Uma é carregar, a outra é não poder falhar. Antes de eu falar delas, quero te perguntar uma coisa: como é o seu domingo?”

O que perguntar
  • Como é o seu domingo? Em que hora a culpa aparece?
  • Quando você entrega algo e recebe 9,5, para onde a sua cabeça vai?
  • Quando foi a última vez que você disse não sem explicar por quê?
  • O que precisaria acontecer para você aceitar ajuda antes de chegar no limite?
O que não dizer
  • Não abrir por aqui. Este bloco entra no movimento 7, depois de reconhecimento construído.
  • Não dizer que ela é O Servo Perfeito. O nome é da combinação e ela pode recusar.
  • Não explicar a origem. Origem não é medida, e atribuir infância a partir de questionário é o erro mais caro do método.
  • Não propor solução na mesma frase em que nomeia o padrão.
  • Não nomear a operação de proteção para ela, em nenhuma formulação. Esse vocabulário é do Dossiê e da Formação, nunca da sala.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela não reconhecer nenhum dos dois testes reveladores, o domingo e o 9,5. Se os dois não ressoam no corpo, a leitura provavelmente está errada.

Se estiver errada

Voltar ao terceiro e ao quarto arquétipo da lista e testar com os testes reveladores deles. O reconhecimento é corporal, e o corpo dela decide, não o escore.

O repertório das cinco armadurasreferência do Dossiê e da Formação Nível 1 · nunca no Mapa

Para que ela serve, em uma frase: reconhecer o sinal da operação na conversa e ajustar a pergunta seguinte, sem nomear nada para a pessoa. Estado nervoso e força vêm da tabela oficial das Armaduras. Movimento, operações, sinal e pergunta são hipótese das mesas, apoiada em Horney, Bowlby e Vaillant, a confirmar em campo.

Padrãoestado nervoso · movimentoOperações prováveis (hipótese)Como aparece na conversaPara onde a força já apontaA pergunta que não confronta
O InvisívelDorsal, desligamento · Para longeRepressão, isolamento do afeto, retraimento para a fantasiaFala pouco de si, responde pelo outro, minimiza o próprio méritoSublimação: a criatividade e a observação que já tem viram obra visívelO que você observou que ninguém mais viu?
O SedentoSimpático, busca · Em direçãoIntrojeção, identificação, deslocamento da angústia de abandonoConcorda rápido demais, pergunta se está indo bem, muda de opinião quando o facilitador muda de tomAltruísmo com fronteira: a empatia real, sem dissolver a própria necessidadeE o que você quer, independente do que eu acho?
O CarregadorSimpático com freio dorsal · Em direção, solução autoapagadoraFormação reativa (ressentimento vira serviço), anulação (a culpa que se paga), racionalização do sacrifício“Não tenho tempo”, “depois que resolver isso”, relata cansaço com orgulhoAntecipação e supressão: a resistência que já tem, agora com limite declaradoO que aconteceria se você não carregasse isso por uma semana?
O BlindadoSimpático, controle · ContraProjeção, negação, intelectualização, controle onipotenteLocaliza o problema fora de si, responde com análise, não responde perguntas sobre sentirAntecipação: a visão e a liderança que já tem, com vulnerabilidade escolhidaSe você pudesse não estar no controle disso, o que mudaria?
O PerfeccionistaVentral sob controle · Tirania do “deveria”Intelectualização, anulação, formação reativa, racionalização do adiamento“Ainda não está pronto”, vai direto ao que faltou, pede mais critério antes de agirSupressão e humor: a disciplina que já tem, com a primeira revisão entregueO que já está bom o bastante para começar?

As dez combinações herdam o repertório das duas armaduras dominantes. Não há tabela própria para elas antes de haver dado de campo.

Defesa não se nomeia, se contorna.

O facilitador reconhece o sinal e ajusta a pergunta seguinte. Nunca você nega; sempre isso protegeu você. Qual rota usar se decide pelo estado da pessoa na sala, e não pelo padrão dela.

Pessoa regulada

Rota cognitiva

Beck · Kahneman

A operação se contorna pela visão de fora. “Se você visse isso na vida de outra pessoa, o que diria?”

Pessoa mobilizada

Rota do corpo primeiro

Porges

Quando ela racionaliza, o corpo já saiu do estado de segurança. O facilitador baixa o ritmo antes da pergunta seguinte.

Operação relacional

Rota do vínculo

Bowlby · Rosenberg

O facilitador nomeia a necessidade que a operação serve, nunca a operação. “Parece que segurança importa muito para você agora.”

De onde vem, dito em voz alta. A Camada de Proteção descende de Reich e Lowen, e Reich descende de Freud: a couraça de caráter é, na origem, um padrão de defesa cristalizado. A sistematização das operações é de Anna Freud (O Ego e os Mecanismos de Defesa, 1936), a ordem de maturidade é de George Vaillant, e o apoio para ligar cada armadura a um movimento (em direção aos outros, contra os outros, para longe dos outros) é de Karen Horney, com Bowlby e Ainsworth para o Sedento e o Blindado. As idades de formação da tabela das Armaduras coincidem com a janela do apego e, em boa parte, com as crises psicossociais de Erikson: as duas fontes são declaradas como fundamentação, sem afirmar causalidade. O instrumento continua não medindo origem: ele declara de onde a hipótese vem.

As quatro travas que vão escritas junto com a tabela, e nenhuma tem exceção

Primeira

A palavra não sai do Dossiê. Nenhum nome de operação (negação, projeção, racionalização, formação reativa, anulação) aparece no Mapa da pessoa, em tela, em frase de abertura ou em material público, nem em versão suavizada. Para a pessoa vai a pergunta que não confronta.

Segunda

Hipótese é hipótese. Cada linha carrega a palavra até que o dossiê acumule o campo “confirmada na sessão: sim, parcial ou não” por armadura. Sem dado próprio, não vira afirmação. E a distância entre a autoavaliação e as camadas detalhadas é pergunta com quatro leituras, nunca achado de proteção.

Terceira

Sem hierarquia visível. A ordem madura, neurótica e imatura das operações orienta a coluna “para onde a força já aponta” e nunca aparece como nota, nível ou rótulo para a pessoa.

Quarta

Quem lê. O facilitador Nível 1 lê a distância e esta tabela com o roteiro do capítulo. A leitura de estilo de proteção por instrumento próprio só entra com Nível 2, como módulo opcional do Mapeamento 360° Executivo. Ninguém nomeia operação para a pessoa, em nenhum nível.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

5 × 3
Força, e a pergunta sobre o custo dela

Aberto no movimento 3, fechado aqui.

3 × 4
Modo e relação

Aberto no movimento 6.

8 × 3
Resposta, estrutura, ou as duas

Com pressão em 21 de 28 dias, obrigatório. O erro mais caro é a pessoa levar o rótulo embora achando que ele explica um mês que era circunstância.

3 × 6
Espelho, com plano pequeno ao lado

Proteção alta com prontidão baixa pede espelho antes de plano, e o plano precisa ser pequeno.

3 × 7
Perceber pouco do próprio estado

Aberto no movimento 4.

10 × 3
A fé que sustenta ou a fé que veste a armadura

Só com o convite aceito. A resposta pode ser que sustenta, e isso é achado tão bom quanto o contrário.

06

Movimento 8 da sessão · Camada 12 · 18 itens próprios, 4 invertidos

Ângulo 6 · Como eu me movo no tempo

Natureza do dado: percepção declarada

O que este ângulo mede

Mede três coisas sobre movimento. Para onde eu olho: quanto da atenção dela fica no que já aconteceu e quanto no que ainda vai acontecer, medidos como duas quantidades separadas e não como um único eixo. Prontidão para mudar: em que ponto ela está entre não considerar, considerar, preparar e já estar fazendo. O que penso sobre mudar: o quanto ela acredita que características podem mudar com esforço.

Este bloco é o que decide o tamanho do passo proposto no fim da sessão. Prontidão alta com crença baixa e prontidão baixa com crença alta pedem conversas opostas, e tratar as duas igual é o jeito mais rápido de a pessoa sair com um plano que não vai acontecer.

Dezoito itens próprios, escritos para este instrumento.

O que ele não autoriza concluir

  • Olhar para o passado não é ruminação. Ruminação é construto clínico com instrumento próprio. Aqui é distribuição de atenção, e uma pessoa pode olhar muito para trás com bom funcionamento.
  • Prontidão não é uma nota. Não existe estágio melhor. Alguém em preparação não é melhor que alguém em contemplação, e a devolutiva não trata isso como progresso.
  • Não prediz adesão. Prontidão alta na semana da resposta não garante ação, e o instrumento não faz promessa de transformação em prazo nenhum.
  • Não soma passado e futuro num eixo só. Foram medidos separados de propósito: dá para ser alto nos dois, e quem é costuma ser quem menos vive o presente.
  • Crença de que muda não é otimismo. É expectativa sobre plasticidade, e ela pode conviver com pessimismo sobre o resto.

O resultado de Renatacaso fictício

olhar para o passado3,6olhar para o futuro2,4prontidão para mudar3,8mentalidade de crescimento3,1
PassadoFuturoPara onde eu olhopassado 3,6 de 53,6passadofuturo 2,4 de 52,4futurodiferença de 1,2 pontosProntidão para mudarquanto ela já está pronta para agirProntidão para mudar 3,8 de 53,8Mentalidade de crescimentoquanto ela acredita que mudaMentalidade de crescimento 3,1 de 53,1
Como ler esta figuraEm cima, os dois olhares como duas massas na mesma linha, e não como um eixo com dois extremos: o tamanho de cada círculo é o peso daquela direção, e a que pesa mais fica sólida. Lidos assim, os dois podem ser altos, baixos ou desiguais, e a diferença impressa embaixo, 1,2 ponto, é o que diz o quanto a atenção pende. Embaixo, prontidão e crença em barras separadas, porque a combinação das duas é que define o tamanho do passo: prontidão 3,8 com crença 3,1 autoriza propor um experimento pequeno e verificável, e não uma meta.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

FaixaO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Prontidão altaacima de 3,5Ela já está preparando ou agindo. Um passo concreto pode ser proposto na própria sessão.Checar a crença. Prontidão alta com crença baixa produz plano que começa e para, e o antídoto é reduzir o tamanho do passo, não aumentar a motivação.
Prontidão média2,5 a 3,5Considera, sem ter preparado. Proposta de ação aqui costuma ser abandonada em duas semanas.Trabalhar a ambivalência antes de qualquer plano. Perguntar o que ela ganharia e o que perderia se mudasse.
Prontidão baixaabaixo de 2,5Não está considerando. Propor plano aqui gera concordância educada e nenhuma ação.Só espelho. Nomear o padrão, não pedir nada, e registrar no placar que o plano ficou de fora, com o motivo.
Passado bem acima do futurodiferença ≥ 1,0A atenção está no que já aconteceu. Costuma vir junto com prontidão média e sensação de estar parada.Cruzar com o Ângulo 9. Passado alto com busca de sentido alta é uma conversa; passado alto com presença de sentido alta é outra, bem menos urgente.
Crença baixaabaixo de 2,5Ela acredita pouco que características mudam. Isso limita o que adianta propor, e não é pessimismo dela.Usar experimento verificável e curto, com resultado observável por ela mesma. É o único formato que move esta faixa.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela diz o que já começou a preparar, mesmo que ninguém saiba. Prontidão alta sem preparo em curso é intenção, e o corte desce.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

A sua atenção pende para trás: olhar para o passado em 3,6 contra olhar para o futuro em 2,4, uma diferença de 1,2 ponto. Ao mesmo tempo, a prontidão para mudar ficou em 3,8, que é alto, e a crença de que características mudam com esforço ficou em 3,1, no meio.

O que costuma vir junto

Prontidão alta com atenção no passado é uma combinação específica: a pessoa está pronta para agir e ainda está processando o que já aconteceu. Costuma vir com a sensação de estar parada quando na verdade não está, porque o movimento existe e está sendo gasto em outro lugar. A crença no meio explica por que os planos grandes não pegam: não é falta de vontade, é que uma parte de você não aposta que o esforço muda a coisa.

Onde isso te serve

Prontidão em 3,8 significa que você não precisa ser convencida de nada. Você já está preparando, e isso é raro: a maior parte das pessoas que procura um mapeamento ainda está na fase de considerar.

Onde isso te custa

Com a crença em 3,1, plano grande vira frustração, porque a primeira semana difícil confirma a dúvida que já estava lá. O tamanho do passo importa mais para você do que a ambição dele.

A pergunta para a sessãoSe você pudesse mudar uma coisa pequena, tão pequena que fosse quase certo dar certo, qual seria?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Prontidão 3,8 com crença de mudança 3,1 e atenção pendendo 1,2 ponto para o passado. Combinação que autoriza propor ação, e que reprova plano grande. O tamanho do passo é a decisão clínica deste bloco, e ela é tomada aqui, não no fim da sessão.

Como abrir, palavra por palavra

“Tem uma coisa que apareceu clara: você já está pronta para fazer alguma coisa. Isso não é comum. O que apareceu junto foi que uma parte de você não aposta muito que esforço muda as coisas. As duas juntas dizem uma coisa bem específica sobre o tamanho do passo.”

O que perguntar
  • O que você já começou a preparar, mesmo que ninguém saiba?
  • Quando você tentou mudar alguma coisa e não deu certo, o que você concluiu?
  • A sua atenção fica bastante no que já aconteceu. Tem um episódio específico, ou é geral?
  • Se fosse tão pequeno que fosse quase certo dar certo, o que você faria essa semana?
O que não dizer
  • Não tratar prontidão como nota. Não existe estágio melhor, e a devolutiva não trata isso como progresso.
  • Não chamar o olhar para o passado de ruminação. Ruminação é construto clínico com instrumento próprio, e não é isto.
  • Não propor meta ambiciosa. Com crença em 3,1, plano grande produz concordância na sessão e abandono em duas semanas.
  • Não prometer prazo. O método não faz promessa de transformação em tempo nenhum.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela descrever vários planos grandes concluídos com sucesso. Aí a crença medida está abaixo do que ela demonstra, e o limitador é outro.

Se estiver errada

Trocar a hipótese: o limitador não é crença, é o Ângulo 9. Levar a conversa para presença e busca de sentido antes de qualquer passo.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

3 × 6
Espelho, com plano pequeno ao lado

Prontidão em 3,8 é média alta: dá para propor um passo, e ele precisa ser pequeno.

5 × 6
Capacidade declarada sem crença

Interpessoal 4,5 com crença 3,1: experimento verificável, e não plano ambicioso.

6 × 9
Futuro sem razão

Olhar para o futuro em 2,4 com busca de sentido em 4,1. O Ângulo 9 vem antes do plano, e não depois.

10 × 6
Ancorado no que acabou ou no que se constrói

Olhar para o passado em 3,6 pede este cruzamento, se o convite tiver sido aceito.

10

Movimento 9 da sessão · Camada 8 · 1 convite, voluntário e revogável

Ângulo 10 · Espiritualidade e sentido

Natureza do dado: convite aceito, sem escore

O que este ângulo mede

Não mede. Convida. Um único item pergunta se a pessoa quer que este tema entre na conversa, e a resposta pode ser retirada a qualquer momento, inclusive no meio da sessão, sem que nada do resto se perca.

O que existe depois do aceite é espaço de conversa, com quatro cruzamentos disponíveis e nenhum número. A ausência de escore é decisão de desenho, e não lacuna a preencher depois: pontuar fé produziria comparação, comparação produziria hierarquia, e hierarquia em matéria de crença é exatamente o que uma empresa não pode fazer com as pessoas dela.

Em contexto corporativo este ângulo não é aplicado nem oferecido, e a regra não tem exceção contratual.

O que ele não autoriza concluir

  • Não gera número, nível nem faixa. Não hoje e não em versão futura. Está escrito na especificação.
  • Não avalia a fé de ninguém. Não existe fé mais madura, mais saudável ou mais funcional na saída deste instrumento.
  • Não introduz a tradição do facilitador. Em nenhuma hipótese, nem por afinidade declarada pela pessoa, nem quando ela pergunta diretamente.
  • Não corrige teologia e não recomenda prática, leitura, comunidade nem pessoa.
  • Não é aplicado em contrato corporativo. Lá o ângulo simplesmente não existe, e a pessoa não é informada de que ele existe em outro contexto.

O resultado de Renatacaso fictício

conviteaceitoautoavaliação dela8 de 10escorenão existe, por desenhorevogávela qualquer momento
CONVITEaceitorevogável a qualquer momentoESCOREnão existe, por desenhoO QUE ELA TROUXECRUZAMENTOS DISPONÍVEISO que a sustenta quando apertaSe dá descanso ou mais uma tarefaSe há alguém junto nissoMomentos em que não funcionou10 × 3Fé que sustenta ou fé que exige10 × 9Sentido dito e sentido vivido10 × 6Ancorada no que acabou10 × 2Valor declarado e sentido
Como ler esta figuraEsta é a única figura do conjunto sem eixo e sem escala, e é assim de propósito: o quadro pontilhado à direita é o lugar onde estaria o escore, desenhado vazio e riscado, para que ninguém procure o número que não existe. À esquerda, o estado do convite. Embaixo, o que a pessoa efetivamente trouxe e quais cruzamentos ficam disponíveis por causa disso. O que a figura registra é permissão e território, e não quantidade.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

EstadoO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Convite recusadosem materialO ângulo não entra na sessão, e a recusa não é comentada, interpretada nem revisitada.Nada. Registrar como recusado no placar e seguir. Recusa não é resistência, e tratar como resistência é violação de contrato.
Aceito, sustentamaterial com descansoO sistema de crença funciona como apoio. Isso é fator de proteção, e o achado é tão bom quanto qualquer outro.Confirmar com exemplos concretos e observar tensão no corpo. Se ela descreve sem tensão, o cruzamento 10 × 3 não acende.
Aceito, exigematerial sem descansoO vocabulário sagrado repete a frase do padrão de proteção. Merecer, dar conta, não falhar, agora com peso religioso.Nunca afirmar isso a ela. A pergunta é se aquilo dá descanso ou dá mais uma coisa para dar conta, e a resposta é dela.
Aceito, em criseangústia declaradaCrise de fé com sofrimento presente. Sai do escopo do mapeamento.Critério de parada: nomear com respeito, não trabalhar na sessão, encaminhar. O instrumento não conduz crise espiritual.
Revogadodurante a sessãoA pessoa retirou o consentimento no meio do caminho. Direito previsto e exercido.Encerrar o tema na hora, sem retomar por outro ângulo. Registrar a revogação e seguir com os nove restantes.

Âncora de confirmaçãoNão há faixa a confirmar, porque não há escore. O que se registra é se o convite segue de pé ao fim da conversa, e nada além disso.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Você aceitou incluir espiritualidade e sentido na conversa, e se deu 8 de 10 nesse tema, a nota mais alta do seu mapa junto com relacionamento. Este é o único ângulo do instrumento que não tem escore, e nunca vai ter.

O que costuma vir junto

Não tem escore por decisão de desenho, e não por falta de instrumento. Pontuar fé produziria comparação, e comparação produziria hierarquia, e hierarquia em matéria de crença é exatamente o que não cabe aqui. O que existe é espaço de conversa, e ele é seu: você pode retirar o tema a qualquer momento, inclusive no meio da sessão, sem perder nada do resto.

Onde isso te serve

Ter um lugar de sustentação nomeado, e ter dado 8 a ele, quer dizer que existe apoio disponível quando aperta. Nos seus resultados, com o mês que você teve, isso não é detalhe.

Onde isso te custa

Existe uma pergunta que vale a pena olhar, e ela não é sobre fé: é sobre função. O mesmo lugar que sustenta pode virar mais uma coisa para dar conta, e quem carrega e quem não pode falhar são exatamente os padrões em que isso acontece com mais frequência.

A pergunta para a sessãoQuando aperta de verdade, o que te sustenta te dá descanso, ou te dá mais uma coisa para dar conta?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Convite aceito. Autoavaliação de 8 em espiritualidade e sentido, a nota mais alta do mapa junto com relacionamento. Cruzamento 10 com 3 disponível: verificar se o sistema de crença sustenta ou se ele repete a frase do padrão de proteção com vocabulário sagrado.

Como abrir, palavra por palavra

“Você aceitou incluir esse tema e se deu 8. Eu não vou perguntar em que você acredita nem quanto. A pergunta é outra: quando aperta, o que te sustenta, e como isso funciona para você?”

O que perguntar
  • Quando aperta de verdade, o que te sustenta?
  • Isso te dá descanso, ou te dá mais uma coisa para dar conta?
  • Tem alguém junto nisso, ou é só você?
  • Já teve momento em que isso não funcionou?
O que não dizer
  • Não introduzir a própria tradição, em nenhuma hipótese, nem por afinidade.
  • Não corrigir a teologia dela e não sugerir prática, leitura, comunidade nem pessoa.
  • Não gerar número, nível nem faixa. Este ângulo não pontua, e não vai pontuar.
  • Não usar isso em contexto corporativo. Lá o ângulo não é aplicado nem oferecido.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela responder que sustenta, com exemplos concretos e sem tensão. Aí o cruzamento 10 com 3 não acende, e isso é achado tão bom quanto o contrário.

Se estiver errada

Registrar como sustentação, agradecer e seguir. Se aparecer crise de fé com angústia, o critério de parada entra: nomear, não trabalhar na sessão, e encaminhar.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

10 × 3
A fé que sustenta ou a fé que veste a armadura

Com Carregador 4,2 e Perfeccionista 3,9, verificar se o vocabulário sagrado repete a frase do padrão.

10 × 9
Sentido dito e sentido no calendário

O par mais produtivo do fecho da sessão.

10 × 6
Ancorado no que acabou ou no que se constrói

Olhar para o passado em 3,6 pede este cruzamento.

10 × 2
Valor declarado e sentido vivido

Benevolência no topo com presença de sentido em 3,4.

10 × 8
Comunidade disponível ou lembrada

Rede de apoio em 2 de 3, com a de dinheiro vazia.

09

Movimento 10 da sessão · Camada 13 · 10 itens próprios, 2 invertidos

Ângulo 9 · Para que serve

Natureza do dado: percepção declarada

O que este ângulo mede

Mede duas coisas que coexistem e nunca são somadas. Sentido presente: o quanto ela sente hoje que a vida dela faz sentido. Sentido em busca: o quanto ela está ativamente procurando esse sentido.

Somar as duas produziria um número que apaga a informação inteira, porque as quatro combinações possíveis são quatro situações humanas distintas, e uma delas, presença baixa com busca alta, é justamente o estado em que a maioria das pessoas procura um mapeamento.

É o último movimento da sessão porque é onde o resto se amarra: sem ele o mapeamento vira descrição, e com ele vira pergunta sobre para onde tudo aquilo aponta. Dez itens próprios, dois invertidos.

O que ele não autoriza concluir

  • Não soma presença e busca. Nunca, em nenhum relatório, em nenhuma versão. Um índice único aqui destruiria o bloco.
  • Busca alta não é crise. É movimento. Tratar busca como sintoma é o erro mais comum de quem lê este tipo de escala pela primeira vez.
  • Presença baixa não é depressão. Não é rastreio clínico, não tem ponto de corte, e o instrumento não faz e não fará triagem de transtorno.
  • Não avalia se o sentido dela é bom. O conteúdo do sentido não é matéria do instrumento nem da devolutiva.
  • Não substitui o Ângulo 10. Sentido e espiritualidade são vizinhos e não são a mesma coisa: este bloco é aplicado sempre, e o outro só com convite aceito.

O resultado de Renatacaso fictício

sentido presente3,4sentido em busca4,1quadranteprocurando ativamentenunca somadoscoexistem
Sem sentidoe sem procurarSentido presentee em repousoProcurandosem baseTem,e ainda procura001122334455Sentido presenteSentido em buscaSentido presente 3,4 · Sentido em busca 4,1presença 3,4busca 4,1
Como ler esta figuraUm plano, e não uma barra, porque são duas medidas independentes e a informação está no ponto onde elas se encontram. O eixo horizontal é presença, o vertical é busca, e as linhas pontilhadas no meio dividem os quatro quadrantes, cada um com o nome do que ele descreve. Lê-se o quadrante primeiro e os números depois. Renata está em tem, e ainda procura, perto da fronteira: presença 3,4 sustenta, busca 4,1 puxa, e a distância entre as duas é o que faz o fecho da sessão ser pergunta e não plano.

Faixas de leiturao que cada faixa autoriza dizer

QuadranteO que essa faixa costuma indicarO que verificar antes de afirmar isso
Tem, e ainda procurapresença alta, busca altaBase existente com movimento ativo. É a combinação com melhor prognóstico de trabalho, e a que mais rende conversa no fecho.Verificar se a busca é curiosidade ou inquietação. As duas ocupam o mesmo quadrante e pedem fechos diferentes.
Sentido presente, em repousopresença alta, busca baixaEla sabe para que serve e não está procurando outra coisa. Estado estável.Não criar problema onde não há. Se o resto do mapa está calmo, o fecho é curto e a sessão termina cedo, e isso é bom.
Procurando sem basepresença baixa, busca altaO estado em que a maioria chega a um mapeamento. Não é crise, é movimento sem chão ainda.Não prometer que o mapeamento resolve. O fecho é uma pergunta que ela leva, e o plano vem depois, pequeno.
Sem sentido e sem procurarpresença baixa, busca baixaO quadrante mais delicado dos quatro. Pode ser fase, pode ser cansaço acumulado, pode ser algo fora do escopo.Critério de parada: se vier com desânimo persistente ou relato de risco, nomear com cuidado, não trabalhar na sessão e encaminhar.
Perto da fronteiradiferença ≤ 0,5O ponto está próximo de uma linha divisória, e o nome do quadrante é menos confiável que os dois números.Ler pelos números, não pelo rótulo. E dizer isso à pessoa, se ela perguntar pelo nome.

Âncora de confirmaçãoA faixa se confirma quando ela nomeia o que manteria igual e o que está puxando. Sem nenhum dos dois, o quadrante não é leitura: é hipótese.

A leitura que vai para a pessoano Mapa, em linguagem dela

O que apareceu

Duas medidas, e elas não somam. O sentido que você já sente hoje ficou em 3,4, e o quanto você está procurando sentido ficou em 4,1. As duas são altas, e a busca está acima da presença.

O que costuma vir junto

Ter as duas altas é o quadrante que o instrumento chama de tem, e ainda procura. Não é contradição: a base existe e ainda assim alguma coisa puxa. Costuma aparecer em quem cumpriu o que se esperava, cumpriu bem, e chega a um ponto em que a pergunta muda de estou dando conta? para é isto?. É a pergunta que traz a maioria das pessoas a um mapeamento, e ela não é sinal de que algo está errado.

Onde isso te serve

Você tem chão. Presença em 3,4 significa que existe base, e isso muda tudo o que dá para construir daqui: você não está começando do zero, está reposicionando.

Onde isso te custa

Busca 0,7 acima de presença é o que faz o cansaço ter um sabor específico: não é o cansaço de quem não tem, é o de quem tem e ainda assim procura. Confundir os dois faz a pessoa tentar consertar a vida que ela construiu, quando a pergunta era outra.

A pergunta para a sessãoSe a resposta viesse amanhã, o que na sua vida hoje você manteria exatamente como está?

O roteiro do facilitadorno Dossiê, uso interno

Hipótese de leitura

Presença 3,4 e busca 4,1, nunca somadas. Quadrante tem, e ainda procura, perto da fronteira. Busca acima de presença muda o fecho da sessão: o fecho vira pergunta, e o plano vem depois dela, pequeno. Cruzamento 6 com 9 aceso.

Como abrir, palavra por palavra

“Duas coisas foram medidas aqui e elas não se somam. Uma é o quanto a sua vida já faz sentido para você hoje. A outra é o quanto você ainda está procurando. As suas duas estão altas, e a de procurar está um pouco acima. Isso me diz uma coisa, e eu queria confirmar com você.”

O que perguntar
  • O que na sua vida hoje você manteria exatamente como está?
  • E o que está te puxando? Você consegue nomear?
  • Essa procura é curiosidade ou é inquietação? Ela te deixa acordada?
  • Desde quando ela está aí?
O que não dizer
  • Não somar as duas. Nunca, em nenhum relatório, em nenhuma versão.
  • Não tratar busca alta como crise. É movimento, e tratar como sintoma é o erro mais comum de quem lê este tipo de escala pela primeira vez.
  • Não ler presença baixa como depressão. Não há ponto de corte, não há rastreio, e o instrumento não faz triagem.
  • Não avaliar o conteúdo do sentido dela. O que dá sentido a ela não é matéria do instrumento.
  • Não fechar a sessão com plano. Com busca acima de presença, o fecho é pergunta.
Sinal de que a hipótese está errada

Ela não reconhecer nenhuma procura ativa e descrever a vida como resolvida. Aí a busca medida veio de desejabilidade, e o quadrante é o de repouso.

Se estiver errada

Encerrar curto, registrar o quadrante de repouso e não criar problema onde não há. Sessão que termina cedo com a pessoa em paz é resultado, e não falha de condução.

Cruzamentos deste ânguloos acesos estão em destaque

6 × 9
Futuro sem razão

Aberto no movimento 8. Fechado aqui, e o plano vem depois.

2 × 9
Fazer tudo certo e não sentir nada

Benevolência no topo com presença em 3,4. Vem com contraexemplo obrigatório.

7 × 9
Cansaço, e as causas que coexistem

Causas coexistem, e nenhum resultado exclui causa clínica.

10 × 9
Sentido dito e sentido no calendário

Só com o convite aceito.